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Hospital Santa Izabel completa quatro anos de cuidados paliativos

Sexta, 06 Setembro 2019

Hospital Santa Izabel completa quatro anos de cuidados paliativos

A primeira coisa que você precisa entender sobre cuidado paliativo é que ele não é exclusivo para pacientes terminais. O foco dessa assistência é promover qualidade de vida ao paciente quando ele possui alguma doença ameaçadora de vida. Em Salvador, a primeira enfermaria voltada a serviços de cuidados paliativos completa agora quatro anos de atuação. Situada no Hospital Santa Izabel (HSI), da Santa Casa da Bahia, permanece ainda como a única unidade hospitalar na capital baiana a ter uma ala exclusiva para esse tipo de cuidado, um marco que representa um avanço na assistência ao paciente e promoção do bem-estar.

“O foco do cuidado paliativo é o aprimoramento da qualidade de vida, com atenção aos aspectos do indivíduo do ponto de vista físico, psíquico, social, emocional e espiritual. Por conta desse olhar ampliado ele precisa ser feito necessariamente por uma equipe multidisciplinar. No Santa Izabel, contamos com médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistente social e demais profissionais que possam agregar”, relata a dra. Manuele Alencar, hospitalista do serviço de Cuidados Paliativos do Hospital Santa Izabel.

O serviço de Cuidados Paliativos oferecido pelo HSI é considerado referência no Brasil, e a instituição esteve entre as três de todo o país convidadas pelo Ministério da Saúde para participar da discussão de políticas públicas em cuidados paliativos. O modelo aplicado para realização do Café Paliativo Integrativo, encontro informativo que reúne os serviços de cuidado paliativo existentes em Salvador, também serviu de inspiração para outras cidades. A cada mês, uma instituição de saúde organiza o evento.

Cuidado paliativo na rotina
E se engana quem pensa que só o paciente internado requer atenção do serviço de Cuidados Paliativos. O atendimento também abrange aqueles que vão ao hospital para realização de consulta e tratamento. Ao entrar na assistência oferecida no cuidado paliativo, o primeiro passo é o controle dos sintomas, que vão muito além dos físicos e podem incluir questões sociais e emocionais.

Um paciente que está internado há muito tempo, por exemplo, pode ser liberado para passar uma semana em casa e depois retornar ao hospital. “Já tivemos pacientes que passaram por essa espécie de alta recreativa e quando retornou, não relatou mais dores, dispensando até a medicação e depois chegando a alta definitiva”, relata a dra. Manuele. O HSI também viabilizou que um paciente fosse liberado para casar, outro pôde realizar o desejo de ir à praia, fãs do Vitória e do Bahia receberam liberação para ir torcer pelo time no estádio e até uma ida coletiva ao Farol da Barra para apreciar o pôr do sol aconteceu.

Dentro do HSI também são promovidas ações, como apresentações musicais na enfermaria, momentos de descontração na própria praça do hospital e casos como do paciente que só deixou de relatar dor depois que conseguiu realizar um rito de sua religião. “É bem comum essa necessidade dos pacientes de resolverem assuntos pendentes. Por isso precisamos ter esse olhar do que está motivando o sofrimento, muitas vezes está bem além do físico”, explica a médica.

 

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